5 de maio de 2009

O desprezo de FHC pelo Brasil

FHC: "Dantas é brilhante e Lula ignorante"

Fonte: http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=9980

. O Farol de Alexandria [Fernando Henrique Cardoso], aquele que iluminava a Antiguidade e se extinguiu num terremoto, ofereceu ao PiG (*) deste domingo um daqueles artigos bolorentos, de estilo gorduroso, sem uma metáfora que se leve para casa, uma informação nova (**).

. Trata-se de “Um novo enredo”.

. Ele pretende analisar os acontecimentos correntes e, logo na entrada, chama Obama de “César negro”.

. César, como se sabe, foi um tirano, que morreu apunhalado nas escadarias do Senado, traído até por José Serra …

. (Quem manda dizer que o Lula “é o cara” …)

. FHC faz questão de dizer que as reformas por que passam hoje as instituições de Bretton Woods, como FMI, só vão mudar porque ele disse que assim seria necessário, enquanto foi presidente: “Desde o tempo das crises financeiras, venho insistindo na tecla … o FMI é antes fraco do que forte …”

. Logo ele, que foi três vezes, de joelhos, ao FMI …

. E seu sucessor [Lula], agora, se tornou CREDOR do FMI …

. Porém, o mais revelador é como ele desmerece o Presidente do Brasil.

. Trata o Presidente da República como um ignorante, um “gaiato”.

. É preciso haver uma voz “pouco gaiata”, ele diz.

. Chama Lula de um líder que “desperdiça a chance”.

. “A falta de palavra bem posta na hora certa” …

. Ou seja, Lula não sabe falar, é um ignorante, um gaiato, que vai desperdiçar o que ele deixou de herança: a reconstrução da democracia (acabou de sepultar os Governos Sarney e Itamar), da economia (ele que quebrou o Brasil três vezes), e políticas capazes de aliviar a pobreza.

. Francamente, nem o PSDB acredita que o Bolsa Família da D. Rute tenha dado certo …

. Uma virtude têm os artigos de FHC: eles dão o tom do preconceito e da ideologia da elite branca (e separatista, no caso da elite de São Paulo).

. Está na medula da elite branca desqualificar os presidentes trabalhistas como “ignorantes”, “despreparados”

. Só eles, da elite, podem governar: os engenheiros, os “engomados”, como se dizia no México do Salinas …

. FHC abre o jogo: Lula não tem qualificações para governar.

. E foi porque acreditou nisso que o Farol defendeu a tese do “sangramento”, na crise do mensalão (que ainda está por provar-se): deixar Lula sangrar até a última gota de sangue para que ele, o sábio (***) voltasse ao poder nos braços do povo (de Higienópolis).

. A inveja é sábia: corrói o invejoso por dentro.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(**) FHC pensa que ainda não inventaram a internet. Que só ele lê o New York Times ou os artigos do George Soros …

(***) Leia na Carta Capital a coluna de Mauricio Dias, “Rosa dos Ventos”, e a nota “Às favas com a ética”. FHC tentou roubar o livro “Dependência e Desenvolvimento na América Latina” do co-autor chileno Enzo Falleto. Isso, quando ele ainda usava o método marxista de análise da realidade. Depois, mandou esquecer o que escreveu …

Paulo Henrique Amorim

4 de maio de 2009

Entranhas da "Elite"

Achei interessante postar aqui um artigo escrito em fevereiro desse ano pelo Eduardo Guimarães em seu blog Cidadania.com

Demonstra bem o quanto racista, preconceituosa e, principalmente, ignorante e proviciana é a "elite" (ou "as zelite") nacional. Aquela que olha para qualquer outra pessoa fora do seu circuito com enorme desprezo. Aquela que vota em Gilberto Kassab, José Serra e acha que o Fernando Henrique Cardoso é o maior intelectual brasileiro de todos os tempos.

Antes, porém, gostaria de esclarecer aos que lêem isto, que "elite" no Brasil é uma palavra mal-empregada e que, simplificando, ELITE é mais usada para designar um conjunto de pessoas (e produtos) de mais alto valor humano, intelectual ou qualitativo, no caso de produtos.

No Brasil, "elite"
(ou "as zelite") significa mais aqueles ricos que moram nos condomínios hiper-luxuosos das maiores cidades brasileiras, atores de novelas e por aí vai.


Paulo Henrique Amorim (link da matéria ao lado) costuma chamá-la de "Chuíça: uma combinação do dinamismo econômico da China com o IDH da Suíça".

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ELITE PODRE
Por Eduardo Guimarães 10/02/2009 às 09:44

Quatro mulheres da burguesia paulistana, esposas de investidores financeiros se reúnem em um bar em São Paulo e contam ao repórter Paulo Sampaio os efeitos da quebradeira internacional em seu relacionamento conjugal

Foi muito bom a Folha ter exposto, na coluna deste domingo (08 de fevereiro) de Mônica Bergamo, as entranhas desse mundinho hipócrita, consumista, fútil e preconceituoso em que chafurda a tão decantada "elite branca" paulistana.

Seus medos patéticos, seu tratamento vulgar do amor e do sexo, seus preconceitos ao chamar descendentes de negros de "baianos", esse apego patologicamente egoísta e insano aos bens materiais e às aparências formam a imagem que essa gente não vê no espelho.

Aplaudo efusivamente essa matéria da Folha porque deixou claríssimo como esse estrato social parasita é patético e exclusivamente dependente de (muito) dinheiro para ser feliz.

As esposas e namoradas desses golden boys da globalização, ora tão depressivos por verem todos os paradigmas nos quais acreditaram toda vida desmoronarem como castelo de cartas, mostram que estão à altura deles e que lhes constituem o merecido castigo.

*
Folha de São Paulo, - Caderno Ilustrada - Mônica Bergamo

Crise? Credo!

Elas contam que "foi difícil". A empresária e profissional de marketing Mariana Campos Barbosa Lima, 34, diz que seu marido "head trader" (consultor financeiro) ficou "mudo". O da joalheira Lyna Carbone Jenner, 30, um investidor do ramo imobiliário, passou a tomar antiácido. O namorado da consultora Ana Carolina Almeida, 29, captador de recursos para crédito externo, parou de mandar a "flor mensal". O da estilista Fernanda Almeida, 29, um corretor de títulos de valores mobiliários, repetia: "Você não sabe como eu tô pobre". Em Nova York, a crise econômica levou mulheres de financistas de Wall Street a criar o Daba ("Dating a Banker Anonymous", ou "Namoradas de Banqueiros Anônimas"), um grupo de apoio mútuo às desoladas garotas (leia box).

FOLHA - Como seus maridos e namorados reagiram à crise?

MARIANA BARBOSA - O meu [marido], que fala pelos cotovelos, ficou mudo.

ANA CAROLINA ALMEIDA - O Cris dormia e acordava com a TV na Bloomberg [canal inglês que transmite as variações do mercado internacional]. Começou a tomar remedinho pra dormir, apareceram alguns cabelos brancos.

MARIANA - No Marcelo, teve um agravante: ele perdeu o ânimo. A gente parou de sair. E meu marido é "o incluído social". São três almoços todo sábado. Não que eu não goste de ir, mas a gente vai por algo além do prazer. Ele acha que precisa.

FOLHA - A crise levou a cortar gastos domésticos?

MARIANA - Temos uma regra em casa. Tudo pode faltar, menos a babá.

FOLHA - Houve mudança no tratamento deles com os outros?

ANA - O Cris perdeu aquela alegria. Nas férias, a gente viajou pra dentro do Brasil. Foi um lugarzinho bárbaro, em Santa Catarina. Era mais pra não gastar dinheiro.

MARIANA - Pra não gastar em dólar, né, Aninha?

FOLHA - E o assunto entre eles?

ANA - Os homens se uniram.

MARIANA - O Marcelo nunca foi de entrar em casa falando ao telefone, mas ele simplesmente não esgotava o assunto.

FOLHA - E o humor?

ANA - De primeiro, o Cris até ficou irritado; depois, carente.

FERNANDA ALMEIDA - O meu caso era completamente diferente de tudo o que eu tô ouvindo. Pelo menos em casa, ele dizia: "Vamos evitar esse assunto".

TODAS - Nossa, que maravilha!

MARIANA - Amigas, nossas histórias são café pequeno perto de outras. Tenho uma conhecida que a vida do marido acabou. Ele perdeu dinheiro aplicado da família inteira. Da irmã milionária, do irmão triliardário. Esse cara é mais velho, quase 50, daquela fase que os nossos meninos não pegaram, em que um cara, com 30 anos, já tinha feito US$ 2 milhões.

FOLHA - Mas hoje ainda existe esse negócio de conquistar o primeiro milhão?

MARIANA - Ôpa! A coisa mais comum nesse meio é ouvir: "Como assim, você vai ter um filho antes de fazer o primeiro milhão de dólares?".

FERNANDA - [Séria] É uma ideia muito idiota!

AS OUTRAS - É, mas existe!

MARIANA - Eles falam sério! Te chamam de irresponsável.

FOLHA - E eles têm esse dinheiro?

MARIANA - Têm...têm, têm.

FERNANDA - Mas quem inventou isso? Você faz parte de qual porcentagem do PIB nacional?

MARIANA E ANA - Não, Fernanda, isso é conversa de roda no mercado financeiro.

LYNA JENNER- É papo de menino. É o equivalente a: "Como você não tem uma enfermeira, só uma babá?".

FOLHA - Costuma-se dizer que o investidor do mercado financeiro valoriza o status proporcionado pelo que é caro.

TODAS - Ôpa, sem dúvida!

MARIANA - O carro, o relógio, o sapato.

ANA - Principalmente o carro.

FOLHA - Qual o carro do Cris?

ANA - [Rindo] Ele comprou um Freelander [Land Rover].

LYNA - O Cris [são dois com o mesmo nome] é bem consumista. Sapato, roupa... o carro é uma BM[W].

MARIANA - Quando eu comecei a namorar o Marcelo, achava que ele era milionário. Eu nasci bem, morei em Nova York, mas, mesmo assim, ele me impressionou. Pensei: "Que sorte encontrar um cara lindo, rico...". Ele morava sozinho em um apartamento enorme, de quatro quartos, na Vila Nova Conceição, e era chiquérrimo nos detalhes: na abotoadura, no bico do sapato. Ele sempre diz: "Para alguém colocar o dinheiro comigo, tem que acreditar que eu sou muito rico, muito próspero".

FOLHA - A crise mudou isso?

LYNA - O que mudou foram os planos de comprar uma casa no campo, fazer uma megaviagem pra St. Barths, pra Europa.

FOLHA - Parece mais frustrante ainda para quem costuma planejar o que vai fazer com o dinheiro que ainda não ganhou.

LYNA - A vida continua.

FOLHA - Fora ganhar dinheiro, do que os rapazes gostam?

ANA - O Cris ama vinho. Tem duas adegas, que deram uma boa esvaziada. E, no auge, ele não repôs. Só agora, recentemente.

FOLHA - Como é a casa de um investidor como o Cris?

ANA - Ele mora em um apartamento de homem, no Morumbi. São três quartos, mas ele quebrou um com a sala e tem um escritório.

FOLHA - Fernanda falou pouco...

FERNANDA - Meu namorado não segue esse estereótipo, sapato, relógio. Ele se mudou agora para um apartamento melhor, comprou jipe.

FOLHA - Que jipe?

FERNANDA - Acho que é Santa Cruz... [com expressão de quem pede socorro] ou Veracruz?

MARIANA - Tem os dois.

FERNANDA - Veracruz, então. LYNA - Mais de R$ 100 mil.

FOLHA - O.k., mas como foi então que ele sentiu a perda de dinheiro?

FERNANDA - Ele dizia: "Você não sabe como eu tô pobre!". Eu o animava. Outro dia fomos comer num japonês que é mais carinho e vivia lotado, estava vazio. Mas a gente tava lá.

FOLHA - Ele não é consumista?

FERNANDA - Não, gasta com vinho e comida.

MARIANA - É que o mercado financeiro tem as miniturmas. A do polo, a do golfe...

FOLHA - Você conhece a "miniturma do polo"?

MARIANA - 90% do mercado financeiro faz polo. Na crise, meu marido não jogou nenhuma vez. Custa uma fortuna. Tem que ter sete cavalos. Então, nessas sutilezas é que você sente a crise.

FOLHA - Os especialistas dizem que é comum haver problema sexual em homens que enfrentam crises.

TODAS - Siiiiim [mas ninguém diz que aconteceu consigo].

LYNA - Eu estava de resguardo.

ANA - Eu só vejo o Cris no fim de semana, então não mudou.

FOLHA - Uma amante faz parte do arsenal de status do investidor?

FERNANDA - Claro, de todos. ANA - Eu não penso nisso. MARIANA - Não é coisa de investidor, é de homem.

FOLHA - Recentemente, entrevistei um psicanalista que acredita que os investidores escolhem suas mulheres pensando mais em fazer uma dupla social boa do que no amor.

MARIANA - Rola isso, sim. É até feio falar, mas a ex-namorada do Marcelo era uma "baianinha". Tenho certeza de que o fato de eu ter morado no mundo inteiro, falar línguas, conhecer pessoas o levou a pensar: "Vou ficar com esse fim de mundo [a "baianinha"] ou fazer essa troca?". E me escolheu.

ANA - O Cris tem pavor de mulher feia. Gorda? Não pode ver.

FOLHA - Como enfrentar a crise?

MARIANA - Quando a gente pensava em abrir um vinho de preço exorbitante, o Marcelo dizia: "Não vamos abrir esse, não. Vai que a gente precise vender...".

Todas riem muito.

ANA - É cada coisa louca. A gente ficava imaginando vender o carro e ter que andar num "Unozinho", sei lá, vender a casa, sabe quando você começa a pensar? Vender a mãe pra recuperar o que eu perdi e investir...

Fonte: http://edu.guim.blog.uol.com.br/arch2009-02-08_2009-02-14.html

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Elite brasileira...

Dilma sob ataque da Veja/Época (PIG)

Por Carls 1969

Clique na imagem (subliminar de Época) abaixo para vê-la mais detalhada



Até às eleições de 2010, veremos ataques viscerais que toda a mídia nacional (PIG, Partido da Imprensa Golpista) fará à pré-candidata do PT Dilma Rousseff à Presidência desse País.

Utilizarão mensagens explícitas e também subliminares, como demonstra essas duas capas veiculadas NESSA MESMA SEMANA! Isso dá uma idéia do quê está por vir. Os próximos 18 meses serão de fogo! As zelite (5% da população) querem de volta toda a riqueza que esse Brasil de Lula tem re-distribuído à todo o resto da população que, por 500 anos, ficaram à mercê dos eternos colonizadores das Avenidas Paulista e Vieira Souto, no Rio de Janeiro.

De agora pra frente, veremos capas e manchetes desse tipo todos os dias. Se preparem aqueles que tenham pouco fígado.

A bela RUTH DE AQUINO, colonista de Época, escreveu na sua página o que segue abaixo:

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Ouvir de Lula que “Dilma não tem mais nada” é um pouco demais. Porque é mentira

Tem vacina contra populismo? E contra corrupção? Não, não é gripe suína, o Ministério da Saúde já garantiu que “o Brasil está preparado, os aeroportos estão sendo monitorados e dobrou a fiscalização de quem chega”. E todo mundo acreditou, porque aqui só chega marola, não é assim? O vírus cruzará o Atlântico e chegará aqui fraquinho. A epidemia que me preocupa é outra. A da ignorância. Tem injeção contra contaminação? Não quero meus filhos só três horas por dia na escola sem aprender nada. E se eu rezar?

O maior escândalo da semana foi o aproveitamento político do câncer da ministra Dilma Rousseff pelo presidente Lula [PELO PRESIDENTE LULA??? E AS CAPAS DE REVISTAS E JORNAIS??], no calor do palanque amazônico. Dilma não merece. E a gente menos ainda. Ele é o cara que encanta o povo brasileiro, pela simplicidade e simpatia. Mas ter de ouvir de Lula que sua candidata “certamente não tem mais nada” porque “o câncer já foi tirado” e ela fará agora apenas “um tratamento preventivo” é um pouco demais. Porque é tudo mentira. Lula subestima seus ouvintes. Uma coisa é ser otimista. A outra é faltar com a verdade de maneira calculada, para tornar a ministra da Casa Civil, aos olhos do povo, uma mulher como qualquer outra. Do palanque, Lula apelou por apoio e sentimentalismo em momento que exigiria reserva e cuidados: “Rezem por ela”.

Quem conhece Dilma – e a maioria dos brasileiros ainda não conhece – ficou profundamente entristecido com a notícia. É mais um drama para essa mulher que foi guerrilheira aos 19 anos, caiu na clandestinidade sob o codinome Estela e foi torturada com choques elétricos. Dilma leva tudo a sério. Submeteu-se a uma cirurgia plástica para suavizar as rugas e a aparência durona, e se jogar com força e charme na campanha presidencial, rodando pelo país. Tudo leva a crer que vai sair desta e recuperar a saúde. Mas prever que a ministra não abandonará a “agenda dupla” é irresponsável.

Conversei com uma médica brasileira (QUEM???), sumidade em diagnósticos. Ela já salvou amigas minhas que tiveram câncer e estão muito bem: “Ruth, eu adoro e admiro muito a Dilma, e essa notícia foi um choque tremendo para mim. Essa quimioterapia, que dizem aí [DIZEM AÍ??] que durará cinco meses, na verdade pode chegar a seis, sete meses, e é uma pancada brutal no organismo [SIC!]. Em breve, a ministra acordará e todos os seus cabelos estarão sobre a cama. Cairão sobrancelhas, cílios. A nutrição terá de ser controlada, alimentos esterilizados. Com a imunidade baixa, não poderá se expor a contato com multidão”. Como esperar, humanamente, que a ministra se mantenha neste ano sob holofotes e em campanha para uma eleição já em 2010? Esse risco, só a própria Dilma e seus parentes mais próximos podem avaliar. E Lula chama o tratamento de “preventivo”.


A doença de Dilma (câncer ainda é uma palavra que se evita) ["DOENÇA" É AINDA PIOR, PORQUE NÃO TEM UMA DEFINIÇÃO] e a epidemia de gripe suína colocaram em segundo plano as estripulias no Congresso. Mas houve uma reviravolta ética na novela “Caminho de Brasília”: a farra das passagens não foi a plenário. Parentes e amigos de parlamentares não poderão mais viajar com nosso dinheiro. Os deputados se sensibilizaram com a tal “opinião pública manipulada pelo denuncismo da imprensa”. Muito bem. Mas foram todos anistiados pelos erros anteriores. Por isso, o mineiro Edmar “Castelo” Moreira, hoje sem partido, também quer perdão, é filho de Deus.

......


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Haja fígado...


FHC incoerente. Como sempre.

Ahmadinejad no Brasil e as duas caras de FHC


Fonte: Vermelho.org.br

Na próxima quarta feira, dia 5, o presidente do Irã, Mahamoud Ahmadinejad, desembarcará em Brasília, a convite do governo brasileiro, feito durante o encontro ocorrido em janeiro de 2007, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente iraniano participaram da posse de Rafael Correa, do Equador.

Ahmadinejad virá acompanhado de uma comitiva de cerca de 200 pessoas - entre elas 110 especialistas em diversas áreas econômicas, representando 65 empresas, além de instituições e ministérios, em 23 diferentes setores como o petróleo, gás, seguros, comércio, indústria alimentícia e pesquisa.

O atual embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, caracteriza este encontro como o início de uma nova etapa na relação entre os dois países, aproximação que deve ser encarada no contexto de uma nova ordenação mundial. Segundo ele, a fase do unilateralismo passou, e aquela nefasta política da era Bush vai dando lugar à idéia do multilateralismo, onde muitas potências emergentes vão se destacando, como o Brasil e o Irã.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não gostou da visita e desperdiçou mais uma vez seu espaço na mídia nacional neste final de semana para dar um arremedo de pito no governo Lula por considerar inadequado receber o dirigente máximo iraniano após o discurso de Ahmadinejad em uma conferência mundial promovida pela ONU a respeito da questão do racismo.

O ''príncipe dos sociólogos'' não consegue ser coerente nem mesmo no espaço de meia página dos jornais dominicais. Procura elogiar os primeiros cem dias de exercício do governo Barack Obama (ver quadro abaixo), nos Estados Unidos - destacando inclusive a iniciativa americana de estabelecer conversações com o Irã (satanizado pelo governo anterior), abrindo novos canais no oriente Médio e procurando descongelar as relações com Cuba - e ao final do artigo critica o encontro dos presidentes do Brasil e do Irã.

O presidente do Irã não é, para dizer o mínimo, prudente com as palavras, e o governo brasileiro já manifestou seu desgosto com o discurso pronunciado por Mahamoud Ahmadinejad na abertura da conferência da ONU sobre o racismo. Pela forma contundente e pouco diplomática, e não pelo conteúdo das denúncias e do iníquo tratamento que o governo de Israel dispensa aos árabes e palestinos, que considera como racialmente inferiores.

Feita esta ressalva, é preciso dar relevo, contra os argumentos do ex-presidente, ao fato de que neste período de crescimento do unilateralismo, a cooperação sul-sul e entre países emergentes, como o Brasil e o Irã, são fundamentais para o fortalecimento dos respectivos mercados internos. Vários temas comuns poderão ser tratados como o combate à pobreza, o fortalecimento da justiça social e o combate ao novo tipo de colonialismo exercido pelas economias mais fortes do planeta. Estes objetivos se encaixam perfeitamente na atual política externa do governo brasileiro, determinado a desenvolver as relações do Brasil com a África, com o Oriente Médio e com os países da Ásia. Nesse sentido, seja bem-vindo, presidente Mahamoud Ahmadinejad.

3 de maio de 2009

Ciro Gomes: "Serra é capaz de tudo!"

Kennedy Alencar com Ciro Gomes numa das mais reveladoras entrevistas dos últimos 10 anos sobre os bastidores dos governos Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva. E sobre o imenso perigo chamado José Serra. Assista.





26 de abril de 2009

Noblat e Azevedo (e Josias) sobre Dilma Rousseff

Por Carls 1969

O cínico e o pobre-coitado


Embora façam parte do PIG (Partido da Imprensa Golpista), entre Ricardo "blablát" Noblat (blogueiro do jornal O Globo) e Reinaldo Azevedo (blog online da Veja) existe uma ENORME diferença: Reinaldo é bem menos estável psicologicamente. Ele grita, chora, rí, esperneia, calunia, se enfurece, se exalta, se gaba. Em suma, é ainda um meninão mal-criado pelos pais. Ricardo Blablát é cínico. E isso diz tudo. O cinismo é pior do que qualquer outra coisa, pois no cinismo o infeliz raramente perde o equilibrio emotivo e continua atacando com uma facilidade incrível e sem cair em desespero. O cínico é extremamente frio. Ricardo Blablát é extremamente frio. Azevedo não é frio, mas extremamente "esquentado". Azevedo REAGE facilmente às provocações. Blablát não! Paulo Henrique Amorim fala bem mais no Blablát do que no Azevedo, justamente porque sabe que o Blablát é bem mais vil e venenoso do que o Azevedo. Abaixo, reproduzo o que o Ricardo Blablát diz (deseja) do "câncer" de Dilma:

As apostas de Dilma, por Ricardo Noblat
"A ministra Dilma Rousseff tem dois tipos de aposta pela frente. A simples: jogar todas as suas fichas na cura do câncer que A ABATE. A dupla: dividir as fichas entre a cura do câncer e a manutenção de sua candidatura à sucessão de Lula. O primeiro tipo de aposta implicaria em Dilma concentrar toda sua energia NA DURA TAREFA DE SE CURAR. Talvez não fosse preciso se licenciar do cargo [sic!]. Mas certamente teria que reduzir fortemente seu ritmo de trabalho. Como fazer isso e ao mesmo tempo funcionar como uma "espécie" de primeira-ministra, coordenar o principal programa do governo e DESFILAR por aí como candidata a presidente?

Quem conhece Dilma sabe que ela já fez sua escolha: a aposta dupla. Dilma tornou-se escrava da figura pública que criou para si mesma - a de mulher VALENTE, que não esmorece diante de dificuldades, que não desiste de lutar, que sofre, APANHA, é torturada, mas persevera. Essa imagem não é falsa. Não é invenção de marqueteiros. Mas ela SERVIRIA MELHOR à Dilma se sua aposta fosse "simples" [chupa!]. Sendo "dupla", poderá prejudicá-la [chupa de novo!]."
(Ricardo Noblat)

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Não é bacana, esse meu conterrâneo? Chupa, Noblat!!

E o Reinaldo Azevedo? Coitado. Primeiro se comove e ordena à todos os seus desmiolados "leitores" que não manguem da "doença" da Ministra. Logo depois retrata, insinuando que o "câncer" pode, porém, vir a ser uma jogada estratégica de Dilma para fortalecê-la em pesquisas a vir nos próximos meses. E já se desencadeia, entre seus "leitores", reações novamente violentas contra os petistas.

O Luiz Nassif descreveu bem o pobre-coitado como "a cara da Veja":
"A cara da Veja, para todos os leitores que freqüentam o portal da revista, é o Blog de Reinaldo Azevedo.
Assista à campanha institucional da revista. Repare nas imagens, mostrando os problemas nacionais, a miséria, as criancinhas, a violência. E confira, na prática, “qual o país” que Veja quer ser.
Uma revista é o que ela publica, não o que a publicidade imagina.
Azevedo foi um jornalista apagado até os 40 anos de idade. Depois, entrou para a revista “Primeira Leitura”, que cerrou as portas quando foi denunciado o esquema de patrocínios políticos que a mantinha.
Foi, então, contratado por Mario Sabino para se tornar o blogueiro da Veja, incumbido dos ataques aos adversários e da bajulação aos aliados e à empresa. Pratica ambos com notável desenvoltura.
Dedica a Sabino temor reverencial. Quando não recebe ordens diretas da direção, procura se antecipar ao que considera ser a opinião da revista.

Às vezes erra e entra em pânico.
Quando Barack Obama despontou nas pesquisas, escreveu comentário preconceituoso contra ele. No final de semana a edição da revista elogiava o candidato. Sua reação foi um e-mail temeroso a Sabino, perguntando das conseqüências do escorregão.
Acalmou-se quando recebeu o “nihil obstat”. Passou recibo no Blog, divulgando o e-mail súplice e a absolvição generosa.
Tenta reproduzir o ideal “yuppie” do grupo, como apregoar que sempre foi bem sucedido (até os 40 anos era jornalista apagado; até dois anos atrás, jornalista desempregado), gostar de uísque escocês e separar parte de suas cinco horas de sono para “fazer amor”. Aprecia quando comentários supostamente assinados por leitores (grande parte dos comentários é de "anônimos", que tanto podem ser leitores quanto o próprio blogueiro) realçam sua inteligência e charme.
Gosta de ser chamado de "meu Rei" e "tio Rei" pelos leitores. Esbanja preconceito contra negros, mulheres, abusa de um linguajar chulo, não tem limites para caluniar ou difamar críticos da revista.
Seu blog participa do circuito de blogs que fazem eco às "denúncias" lançadas pelo lobby de Daniel Dantas.
É reconhecidamente pessoa desequilibrada, com pendores homofóbicos. Tem obsessão por insinuações sexuais contra adversários e é especialmente agressivo com mulheres. Consegue saltar, sem nenhum filtro, da agressão mais escatológica contra os "inimigos" à bajulação mais rasteira às chefias.
Em qualquer publicação, independentemente do porte, seu desequilíbrio seria contido dentro de limites editoriais. Na Veja de Eurípedes-Sabino não só tem autorização para fazer o que quiser -até sugerir "boquetes" ao presidente - como é estimulado a isso.
Graças à falta de discernimento de Eurípedes e Sabino e à pouca importância que ambos - mais a Abril - dedicam ao trabalho de preservação da imagem da revista, Azevedo representa uma espécie de caricatura, a parte mais grotesca do processo de degradação editorial da revista. É um esgoto sem filtro. Todo o seu desequilíbrio é despejado diariamente no Blog e sua atuação festejada por Sabino.
Hoje em dia, junto ao universo crescente dos freqüentadores da Internet, a imagem de Veja tornou-se irremediavelmente ligada à de Azevedo, o "tio Rei". É o exemplo mais acabado do processo de deterioração moral e editorial que tomou conta da revista." (Luiz Nassif)

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Josias de Souza (blog da Folha online) é uma espécie de Noblat e Azevedo juntos: é cínico, grosseiro, malicioso e covarde. Tudo ao mesmo tempo. Insinuou descaradamente no blog que Dilma e Marta são "vadias e vagabundas". Foi o tucano-mor, FHC, quem o tirou da fome e o pôs em Brasília.

É o "jornalismo de Esgôto" à serviço da Direita reacionária tupiniquim terceiro-mundista (PSDB-PFL/DEM), que trabalha incessantemente para eleger José Serra, o pior governador que o estado de São Paulo já teve, como o presidente do Brasil para a elite branca paulistana. E não confundir com os paulistanos. Eu disse ELITE BRANCA PAULISTANA. José Serra governaria somente para as "elites" de SP e do Rio (3% da população desses estados).

Dilma Rousseff vai muito bem, obrigado. Não tem mais câncer algum, como já se informou no site do Paulo Henrique Amorim (clique no link para ler).

E para lembrar, Ronald Reagan e François Mitterrand tiveram câncer e pareciam governar por 200 anos.

12 de abril de 2009

Brasil 2010: prova de maturação sócio-política

Por Carls 1969

Estará "pronto" esse país chamado Brasil para eleger uma mulher como Presidente da república daqui à pouco menos de dois anos?
E o nosso preconceito e extremo machismo católico? Aceitará mesmo, o brasileiro (e nordestino) médio, que uma "simples costela de Adão" possa ter grandes capacidades de administração?

Por quê o grande carisma de Lula, do qual ele goza, não poderá ser suficiente para garantir à Dilma Rousseff a total transferência de votos que o filho de Dona Lindu pede explicitamente a cada dia para a ministra??

Por quê é necessário que Aécio Neves entre na corrida para dividir e enfraquecer o PSDB e que Ciro Gomes seja uma estratégia eleitoral para levar a eleição para um segundo turno?

Por quê a cidade de Garanhuns é hoje um grande reduto serrista?

Será que continuaremos a ser a nação socialmente mais atrasada do continente americano?

Será que continuaremos a nos contorcer no nosso infinito complexo de vira-lata, do colonizado, de bichos-do-mato perante o Mundo??

Será que eu e o grande Chico Buarque seremos os únicos feministas deste País a votar numa MULHER para Presidente??

E não é ironia. Ainda não confio na brasileirada...

> Matéria de Época